No próximo sábado, dia 19 de Novembro, pelas 16 horas, estará presente na Livraria Livrododia o autor Gonçalo M. Tavares para apresentar o seu último livro Senhor Krauss. Gonçalo M.Tavares foi o vencendor do prémio José Saramago/ Círculo de Leitores 2005, com o romance Jerusalém. Para além destes títulos, o autor publicou já os romances Um homem: Klaus Klump e A Máquina de Joseph Walser, bem como a colecção “O Bairro” que conta com O Senhor Valéry, O Senhor Brecht, O Senhor Henri e O Senhor Juarroz, todos com a chancela Editorial Caminho. O autor conta ainda com outros títulos como 1 (poesia, na Relógio d'Água) e O homem ou é tonto ou é mulher (Campo das Letras), entre muitos outros.
Convidamo-lo a vir conhecer o autor e a beneficiar de descontos nos seus livros!
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Loja:Praça Machado Santos, nº 1 a 4
2560- 646 Torres Vedras
terça-feira, novembro 15, 2005
sexta-feira, outubro 28, 2005
Fruto Oblíquo, Gilda de Vasconcelos
A Livraria Livrododia têm o prazer de o convidar para a apresentação em Torres Vedras do novo livro da autora Gilda de Vasconcelos, " Fruto Oblíquo". Nascida em Moçambique, esta autora reside em Torres Vedras há imensos anos, tendo leccionado Biologia e sido Técnica Especial da Área da Saúde no Ensino Secundário. Actualmente dedica-se exclusivamente à escrita.
"Fruto Oblíquo" é uma adequada metáfora para a temática que percorre a escrita poética que a autora propõe à partilha nesta obra. Trata-se da temática da vida como enigma, solidária de um desassossego interrogativo implícito, mesmo nos seus momentos mais afirmativos.
"A melancolia já não marulhadas ruínas renascierigi uma cidade-luzno terreno dos meus passos" (pág.56)
A sessão de apresentação, que contará com a presença da autora e da Dr. Fátima Freitas, realizar-se-á no Auditório dos Paços do Concelho, actual Galeria Municipal, no próximo sábado, dia 29 de Outubro, pelas 18 horas.
"Fruto Oblíquo" é uma adequada metáfora para a temática que percorre a escrita poética que a autora propõe à partilha nesta obra. Trata-se da temática da vida como enigma, solidária de um desassossego interrogativo implícito, mesmo nos seus momentos mais afirmativos.
"A melancolia já não marulhadas ruínas renascierigi uma cidade-luzno terreno dos meus passos" (pág.56)
A sessão de apresentação, que contará com a presença da autora e da Dr. Fátima Freitas, realizar-se-á no Auditório dos Paços do Concelho, actual Galeria Municipal, no próximo sábado, dia 29 de Outubro, pelas 18 horas.
quarta-feira, outubro 12, 2005
Vendem-se Planos B
Uma fanzine, um objecto, um "fanjecto", uma obra de arte.
Aliando textos vindos de uma vivência rock em que o jogo das palavras não resiste perante uma boa história de amor "Vendem-se planos B" é uma obra fora do comum, diferente de tudo o que se possa imaginar. Para começar, o seu aspecto de exterior, uma caixa de cartão e madeira, pintada a mão. Dentro da caixa, um conjunto de postais onde palavra, colagens, pintura e uma boa dose de loucura convivem num tom apaixonado. Perverso, inquietante e boémio, "Vendem-se planos B" é certamente um acontecimento susceptível de ferir as pessoas mais sensíveis.
"Vendem-se Planos B" de André Venceslau, uma edição da Cooperativa de Comunicação e Cultura.
Aliando textos vindos de uma vivência rock em que o jogo das palavras não resiste perante uma boa história de amor "Vendem-se planos B" é uma obra fora do comum, diferente de tudo o que se possa imaginar. Para começar, o seu aspecto de exterior, uma caixa de cartão e madeira, pintada a mão. Dentro da caixa, um conjunto de postais onde palavra, colagens, pintura e uma boa dose de loucura convivem num tom apaixonado. Perverso, inquietante e boémio, "Vendem-se planos B" é certamente um acontecimento susceptível de ferir as pessoas mais sensíveis.
"Vendem-se Planos B" de André Venceslau, uma edição da Cooperativa de Comunicação e Cultura.
segunda-feira, setembro 26, 2005
Oficina de Escrita "Itinerários"
Vai realizar-se nos próximos dias 3 e 6 de Outubro na Escola Secundária Madeira Torres, em Torres Vedras, a Oficina de Escrita subordinada ao tema "Itinerários".
Todos nós, no nosso dia a dia, percorremos caminhos e itinerários, absorvendo sensações e observações daquilo que nos rodeia e toca. Como passamos isso para palavras? Como gerimos o que é recolhido pela atenção (e desatenção) dos nossos sentidos? Em forma de "brainstorming", os participantes desta Oficina irão descobrir-se na sua escrita.
Dirigida por Luís Filipe Cristóvão, a Oficina é composta por duas de sessões de noventa minutos, nos dias acima referidos, a partir das 21 horas. Inscrições na Livraria Livrododia, através do telefone 261 338 924 ou por e-mail em geral@livrododia.com.pt
Todos nós, no nosso dia a dia, percorremos caminhos e itinerários, absorvendo sensações e observações daquilo que nos rodeia e toca. Como passamos isso para palavras? Como gerimos o que é recolhido pela atenção (e desatenção) dos nossos sentidos? Em forma de "brainstorming", os participantes desta Oficina irão descobrir-se na sua escrita.
Dirigida por Luís Filipe Cristóvão, a Oficina é composta por duas de sessões de noventa minutos, nos dias acima referidos, a partir das 21 horas. Inscrições na Livraria Livrododia, através do telefone 261 338 924 ou por e-mail em geral@livrododia.com.pt
quinta-feira, setembro 22, 2005
A ideia de europa
" O café é um local de entrevistas e conspirações, de debates intelectuais e mexericos, para o flâneur e o poeta ou metafísico debruçado sobre o bloco de apontamentos. Aberto a todos, é todavia um clube, uma franco-maçonaria de reconhecimento político ou artístico-literário e presença programática. Uma chávena de café, um copo de vinho, um chá com rum assegura um local onde trabalhar, sonhar, jogar xadrez ou simplesmente permanecer aquecido durante todo o dia. É o clube dos espirituosos e a posterestante dos sem-abrigo. Na Milão de Stendhal, na Veneza de Casanova, na Paris de Baudelaire, o café albergava o que existia de oposição política, de liberalismo clandestino. Três cafés principais da Viena imperial e entre as guerras forneceram a agora, o locus da eloquência e da rivalidade, a escolas adversárias de estética e economia política, de psicanálise e filosofia. Quem desejasse conhecer Freud ou Karl Kraus, Musil ou Carnap, sabia precisamente em que café procurar, a que Stammtisch tomar lugar. Danton e Robespierre encontraram-se uma última vez no Procope. Quando as luzes se apagaram na Europa, em Agosto de 1914, Jaurès foi assassinado num café. Num café de Genebra, Lenine escreveu o seu tratado sobre empiriocriticismo e jogou xadrez com Trostsky."
George Steiner, A ideia de Europa, Gradiva.
George Steiner, A ideia de Europa, Gradiva.
quarta-feira, setembro 14, 2005
"um café com um escritor"
No próximo sábado, 17 de Setembro, pelas 16 horas, a Livraria Livrododia organizará o evento "um café com um escritor". Dando especial destaque aos autores de Torres Vedras, estarão presentes neste evento os autores Ana Meireles, António Augusto Sales, Leonilde Leal e Luís Filipe Rodrigues.
Aproveite para nos visitar no sábado à tarde!
Este evento com o apoio do Grupo Império.
Aproveite para nos visitar no sábado à tarde!
Este evento com o apoio do Grupo Império.
quarta-feira, agosto 31, 2005
Um Homem Célebre
" Há umas ocasiões oportunas e fugitivas, em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia; outras vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são antes um benefício do que um infortúnio."
Machado de Assis, Um Homem Célebre - Antologia de Contos, Cotovia
Machado de Assis, Um Homem Célebre - Antologia de Contos, Cotovia
sexta-feira, agosto 12, 2005
Manual de civilidade para meninas
"NO TEATRO
Não deixeis cair a mão nas calças do vosso vizinho de cadeira, para ver se o bailado lhe dá tesão.
Se notardes que certa bailarina tem o cabelo loiro e os sovacos negros, não pergunteis em voz alta porquê.
Não digais tão-pouco em clara voz: «É aquela morenaça alta que vai para a cama com o papá!» Mormente se a senhora vossa mãe vos acompanhar."
Um livro cheio de bons conselhos...
Pierre Louys, Manual de civilidade para meninas (ilustrado por Pedro Proença), Ed. Fenda
Não deixeis cair a mão nas calças do vosso vizinho de cadeira, para ver se o bailado lhe dá tesão.
Se notardes que certa bailarina tem o cabelo loiro e os sovacos negros, não pergunteis em voz alta porquê.
Não digais tão-pouco em clara voz: «É aquela morenaça alta que vai para a cama com o papá!» Mormente se a senhora vossa mãe vos acompanhar."
Um livro cheio de bons conselhos...
Pierre Louys, Manual de civilidade para meninas (ilustrado por Pedro Proença), Ed. Fenda
domingo, agosto 07, 2005
quinta-feira, agosto 04, 2005
Polifemo e outros poemas
"Em que plaino me perdi de andar
rasante colhendo íxias glicínias
pisando merda
para levar flores à tua cama?"
José Emílio-Nélson, Polifemo e outros poemas, I.N.C.M.
rasante colhendo íxias glicínias
pisando merda
para levar flores à tua cama?"
José Emílio-Nélson, Polifemo e outros poemas, I.N.C.M.
terça-feira, agosto 02, 2005
eu:seis inconferências
"Permitam-me cordialmente avisar, na abertura destas supostas conferências, que não tenho a mais remota intenção de me fazer passar por conferencista. Conferenciar é presumivelmente uma forma de ensino; e presumivelmente um professor é alguém que sabe. Eu nunca soube e continuo a não saber. O que sempre me fascinou não foi ensinar, mas aprender; e garanto-vos que se a aceitação da cadeira Charles Eliot Norton não se tivesse rapidamente misturado com a expectativa de aprender muito, eu estaria agora noutro lugar."
E.E.Cummings, eu:seis inconferências, Assírio & Alvim.
E.E.Cummings, eu:seis inconferências, Assírio & Alvim.
Agosto no meio dos livros
Agosto... Tudo mais lento e quieto. Algumas lojas em volta fecham para férias e caras que por aqui passavam todos os dias estão ausentes. Fala-se de praia, pernas bronzeadas e há quem pareça até transportar o doce cheiro do protector solar.
Agosto... Que estranho que é começar um parágrafo com reticências logo ao lado. Que reticentes estão as pessoas a entrar, quando tudo chama para a praia e a praia aqui tão perto. Ainda assim, resistentes, alguns emepnham o seu subsídio de férias na leitura.
Agosto... Nem novidades das editoras. Os vendedores todos a banhos no Algarve, os escritores de canetas recolhidas, os suplementos literários a fingir que não têm o que dizer. Envia-se um e-mail e a resposta vem, automática, a dizer que se está de férias. É Agosto, a gosto no meio dos livros.
Agosto... Que estranho que é começar um parágrafo com reticências logo ao lado. Que reticentes estão as pessoas a entrar, quando tudo chama para a praia e a praia aqui tão perto. Ainda assim, resistentes, alguns emepnham o seu subsídio de férias na leitura.
Agosto... Nem novidades das editoras. Os vendedores todos a banhos no Algarve, os escritores de canetas recolhidas, os suplementos literários a fingir que não têm o que dizer. Envia-se um e-mail e a resposta vem, automática, a dizer que se está de férias. É Agosto, a gosto no meio dos livros.
segunda-feira, agosto 01, 2005
Jerusalém
"-Estou a fazer um estudo, a recolher dados, a compilar informações, a tentar comparar números de várias fontes.
Mylia mais uma vez perguntara para quê aquilo, para quê de novo à volta dos livros com fotografias do horror.
-Se passas o dia a olhar para cadáveres habituas-te a desistir. És médico.
- Disparate! - respondia Theodor.
- Mas para que fazes isso? - insistiu, naquele momento, Mylia.
- Para entender - respondeu Theodor. - Ainda não percebi."
Gonçalo M.Tavares, Jerusalém, Ed. Caminho.
É o que eu ando a ler...
Mylia mais uma vez perguntara para quê aquilo, para quê de novo à volta dos livros com fotografias do horror.
-Se passas o dia a olhar para cadáveres habituas-te a desistir. És médico.
- Disparate! - respondia Theodor.
- Mas para que fazes isso? - insistiu, naquele momento, Mylia.
- Para entender - respondeu Theodor. - Ainda não percebi."
Gonçalo M.Tavares, Jerusalém, Ed. Caminho.
É o que eu ando a ler...
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